Pr. Renato S. Cordeiro
Pr. Renato S. Cordeiro
Pr. Pedro Roseno
Pr. Pedro Roseno Pr. José Luis
Pr.José Luis Luis Carlos Tebar
Luis Carlos Tebar


29/05/2010
LIVRAMENTO NO RIO NEGRO

                  “ Menina de cinco anos é resgatada com vida nas águas do Rio Negro ”



Chovia bravamente no Rio Negro, um afluente do Rio Amazonas, um rio cheio de jacarés e cobras esfomeadas. Monica Rodrigues, uma menina de cinco anos, decide pegar uma lata de água na popa do barco de quinze metros de seu pai. O que ela não imaginava era que aquele gesto tão simples de jogar a lata amarrada a uma linha ao rio e depois puxá-la, teria seu peso triplicado num barco em movimento. Monica ainda tentou segurar firmemente a corda, mas a força das águas acabou vencendo, puxando-a para as águas escuras e revoltosas de uma tarde tão chuvosa. Com muito esforço conseguiu emergir e logo deve ter pensado que seu pai ou sua mãe logo perceberiam: - Mãe, mãe… Pai, pai…

Ao leme estava seu pai, Miguel Rodrigues, um homem bem vivido já com seus sessenta e dois anos de idade. Ele foi alcançado através de Missões aos vinte anos de idade. Sua gratidão a Deus é tamanha que ele tem vivido seus últimos quarenta anos servindo a Deus através da evangelização. Percorre aldeia por aldeia, onde carinhosamente fala do amor de Deus aos homens ao ponto de enviar Seu próprio Filho Jesus Cristo para morrer na cruz pelos nossos pecados. Onde seu barquinho chega logo as vilas ribeirinhas ficam cheias das porções bíblicas que sempre leva consigo. Hoje, ao entardecer, ele e sua família dirigiam-se a mais uma aldeia ribeirinha para compartilhar a mais bela história do amor de Deus. Seu barco estava rasgando as águas enquanto o coração batia alegre por alcançar vidas necessitadas de paz e salvação.

Ao mesmo instante sua querida esposa, Aldilene Rodrigues e a outra filha de seis anos, Geovana, arrumavam a cabine do barco. Aldilene, uma jovem esposa que com alegria acompanha as incursões evangelísticas de seu marido por onde quer que ele vá, nem imaginava o que acontecia. Para ela, Monica estava com seu pai herói na frente do comando.

Em meio às águas o desespero de Monica aumentou quando o barco do papai virou a próxima curva do rio desaparecendo de sua vista. Lá ficara ela em sua simplicidade, apenas batendo seus braços e pernas, uma vez que nem passou pela sua mente tentar ir à margem que se encontrava tão distante. Uma coisa ela não deixaria de acreditar: Papai e mamãe certamente voltariam para buscá-la... Sim, com certeza voltariam para resgatá-la...

Quinze minutos se passaram até Aldilene terminar a sua arrumação. Chegando ao comando do barco, perguntou onde estava Monica. Para o desespero do casal, Monica não estava lá e nem respondia aos chamados e gritos paternos. Logo deram conta que haviam perdido “Moniquinha”, como era chamada carinhosamente. Pastor Miguel rapidamente deu uma guinada em seu barco e puxou toda a força no seu velho motor e começou a clamar por misericórdia, enquanto Aldilene e a pequena Geovana corriam para a proa do barco.

Quinze longos e demorados minutos se passaram de grande desespero, mas sem perder a esperança de encontrar sua pequenina criança dentro de um grande rio de cor negra, ao entardecer com densa chuva. Contudo, Deus continua fiel! E no meio de tanta ansiedade, após o barco fazer duas curvas intermináveis naquele rio, Geovana consegue avistar lá longe... bem longe... suas mãozinhas se mexendo, tendo apenas o rosto fora da água. Graças a Deus, lá estava aquela preciosa pérola dada por Deus! Segundo o testemunho do Pr. Miguel, sua filha foi amparada por mais de vinte e cinco minutos pelas mãos poderosas do Senhor Jesus Cristo. Aleluia! “

-- Eu sabia! Sabia que papai voltaria para me pegar!” Com muito choro, respiração ofegante, forças quase acabando, Monica viu o barco aproximar e seu pai mergulhar naquelas águas escuras para resgatá-la com seus fortes braços. O choro finalmente acabou. Papai voltou. Quando Monica entrou novamente no barco do papai, sua irmã Geovana veio ao seu encontro para abraçá-la e juntas, por algum tempo choraram de alegria.

Assim como Monica, no nosso dia-a-dia, podemos jogar baldes nos rios, ou seja, viver a vida naturalmente, não percebendo o poder da força enganosa das águas profundas e negras neste mundo tenebroso e cruel. Muitas vezes, perdemos o controle da situação e somos sucumbidos pelas águas. Nesses momentos de muita tensão e insegurança, podemos clamar por socorro ao nosso Deus que está sempre pronto para nos amparar em seus braços cheios de amor (Oséias 11.4). Nosso Deus nunca chega atrasado!

                                                     Eis, que venho sem demora. Maranata!
                                                                       Apocalipse 22:20

                                                                Rev. Manuel Gamaliel Lima
                                                                 Superintendente Distrital
                                                                      Amazonas – Brasil

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